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LAÇOS

 Por que ter medo da escuridão, se ela permite que a luz possa brilhar?

 Dark Fantasy / Contos de Fadas 

Sinopse

Apesar da aparência frágil, Lívia é uma vampira perigosa.

Aprisionada em uma torre por uma bruxa cheia de segredos e um passado obscuro, Lívia e ela estão mais entrelaçadas do que gostariam.

Contudo, a chegada de um misterioso caçador ao reino de Corvina pode pôr tudo a perder e trazer à tona medos e desejos há muito esquecidos.

"Não existem leis, somente 3 regras: Nunca brinque com a vida, a morte e o destino. Principalmente se eles estiverem de mãos dadas com o amor."

capa livro o canto do cisne
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A HISTÓRIA POR TRÁS DO LIVRO

Inicialmente inspirado no conto de fadas RapunzelLaços tomou rumo próprio e virou uma nova história, cujo reino e seus habitantes tiveram o destino traçado por conta de uma única escolha.

 

Realeza, nobreza, camponeses, vampiros, bruxas e mercenários, todos à procura da própria felicidade e destino.

Laços é um livro sobre escolhas e consequências; é sobre como nem tudo é o que parece ser.

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1 - Suor, sangue e sexo

Lívia deixava marcas na madeira do corrimão da escada, com suas unhas compridas e afiadas, numa espécie de contagem regressiva para o dia ir embora.

Ouvia o canto dos pássaros chamando uns aos outros para irem dormir. Também ouvia os sons de outros bichos silvestres e de alguns humanos voltando para seus lares depois de um longo dia de trabalho na roça.

Mesmo de onde estava, presa e inacessível, ela ouvia o ruído do mundo. Quando a expectativa atingiu seu ápice, ela iniciou a contagem final em sua mente:

“3”, ouvia passos se distanciando da orla da Floresta e indo em direção à vila.

“2”, escutou uma coruja piar assim que acordou.

“1”, ouviu uma cigarra começar a cantar, anunciando a noite.

“0”. Era agora.

Subiu os dez lances da escada caracol tão rápido quanto um raio. Chegou ao topo em segundos. Abriu as janelas pesadas de madeira e sentou-se no peitoril. Algumas mariposas que por ali repousavam bateram voo, incomodadas pela urgência de Lívia.

Ela respirou fundo a brisa calma da noite que trazia cheiros de suor, sangue e sexo, e deixou que roçasse sua pele alva. Reabriu os olhos, agora avermelhados, e inflou as narinas de tanta vontade. Lambeu os lábios para conter o veneno que escorria de suas presas. Respirou fundo mais algumas vezes para se acalmar e voltar ao seu estado normal. Nenhum humano, por mais que seus encantos fossem muitos, subiria uma torre de 20 metros de altura por um monstro que sugaria sua vida. Já por uma mulher, a história era outra...

O vento mais uma vez soprou a seu favor. Levou até ela o aroma de um rapaz jovem, forte e saudável. Embora estivesse com os instintos à flor da pele, não podia perder mais tempo, então pôs seu plano em prática. Começou a cantar para hipnotizá-lo. Sempre funcionava.

Os homens adoravam encontrar donzelas que precisavam ser salvas. Então faria este papel. Por diversão. Por necessidade.

― Aaaaah... – Começou a cantar a plenos pulmões para chamá-lo.

O odor amadeirado de seu escolhido ficava mais forte a cada passo que ele dava para perto da torre. Ele arrastava os pés sobre a terra, como se estivesse lutando contra aquele impulso. A vampira riu. Era inútil lutar contra essa força, contra ela. Continuou cantando para que o encanto não quebrasse. Assim que pusesse os olhos nele, ele seria dela.

Por fim, ele parou de frente para a torre de pedra. Olhou para cima, ela o fisgou. O laço invisível do domínio de vampiro foi feito.

― Suba – ela ordenou.

Ele anuiu. Usando os ramos da trepadeira que cobria toda a construção da torre como escada, chegou ao seu destino rapidamente. Lá em cima, o pobre rapaz encontrou a figura mais assustadoramente linda que veria em vida.

― Entre – ela convidou, como uma boa anfitriã.

O rapaz a essa altura não relutava mais. Não somente porque estava hipnotizado, mas também porque a queria muito.

A mulher à sua frente era jovem, não mais do que vinte anos, e seu completo oposto. Pálida feito a lua e cheia de curvas. Os mamilos rosados se revelavam por conta da transparência da camisola que ela usava. Os cabelos dela, negros como a cor da pele dele, lhe cobriam como um manto, mas o que ele teve vontade mesmo foi de sentir os lábios dela sobre os seus. “Será que têm gosto de cereja?” Eram tão vermelhos que se perguntou, luxurioso e um tanto perturbado. Era tanto para olhar que achou estar sonhando.

― Isso é um sonho? – perguntou, inocente.

A vampira sorriu ao se aproximar:

― Farei ser.

Sentindo ter obtido a permissão para fazer o que bem quisesse, o rapaz a pegou pela cintura. Empurrou-a contra a parede e ali mesmo, desnudou-a por completo. Beijou cada centímetro do corpo dela. Sugou, lambeu, se fartou, por fim, a penetrou. Ela gritou de prazer inúmeras vezes. Gostava de rapazes cheios de energia como ele. Gostava como o sangue era bombeado rapidamente quando eles ficavam excitados. Gostava principalmente do gosto que eles tinham quando gozavam.

― Aaaaah! – ele gritou.

Lívia cravou os caninos no pescoço musculoso − completamente acessível de onde ela estava − e sugou com vigor aquele sabor que era puro pecado. Sugou até os olhos dele se revirarem pelo êxtase do abandono. Sugou até ela própria se transformar no monstro que realmente era. Os cabelos, antes negros, tornaram-se escarlates como o sangue consumido. Sua pele, antes pálida como papel, havia ganhado cor saudável. Veias nas laterais do rosto repuxavam sua pele e deixavam seus olhos avermelhados muito mais assustadores. Sugou tudo. Sugou até fazê-lo pender a cabeça de lado, já sem vida. Sugou até que ele não tivesse mais gota para dar e ela estivesse saciada.

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